Volume
Rádio Offline
Redes
Sociais
Lançamento -Spiga Bastos- Tudo junto - Lyric Video
03/05/2022 10:29 em Música
ENTREVISTA
 
PLUGUE BIS! Como começou sua trajetória na música?
 
Eu sempre fui apaixonado por música. A primeira memória musical que tenho é a de estar no colo da minha avó em uma procissão com os olhos vidrados no cara que tocava tuba, os anos foram passando e eu batucando em panelas, até que achei, na casa dessa mesma avó, um violão beeem antigo, que acho que tinha sido do meu pai ou da irmã dele, e ai comecei a fazer barulho, porque não dava pra chamar de tocar haha. Eu tinha uns 12 anos na época. Daí pra frente comecei a fazer aula de violão até ganhar minha primeira guitarra no ano seguinte, depois de encher muito a minha mãe dizendo que era isso que eu queria. Quando fiz 14 entrei na minha primeira banda, aquelas de colégio, sabe? Até que uma rolou, já com 17 em 2006, chamada Playa, que foi a primeira formação do que seria a Vó Tereza dali alguns anos. Hoje a banda segue em um hiato, mas foram mais ou menos 14 anos com dedicação 100% focada nela, tocando com a mesma galera.
 
PLUGUE BIS! O que te levou a entrar na carreira solo?
 
Desde antes de a Vó entrar nesse hiato eu já tava querendo colocar minhas ideias no mundo de um jeito que fizesse eu me conectar mais com as pessoas de um modo geral e até tocar com gente diferente. Eu sempre escrevi músicas, mas nunca tinha dado vazão pra elas e, como na banda tínhamos ótimos compositores, acabei deixando isso de lado por um tempo, até que a vontade de retomar esse processo de um jeitinho mais meu acabou falando mais alto.
 
PLUGUE BIS! Quais são suas influências musicais?
 
Eu sempre fui muito eclético nas coisas que ouço. Lembro uma vez que, na mesma semana, fui no show do Ozzy e do Jorge & Matheus haha.
Mas minhas maiores influências pensando principalmente em jeito de tocar e escrever são blues e rock (de todo tipo). Pra mim o blues foi paixão à primeira vista porque fala comigo de um jeito que nenhum outro estilo consegue, o rock nasceu do blues e pra mim, traz a energia que me move.
Isso se reflete nos artistas que eu mais ouço e que me inspiraram nesse projeto: John Mayer, que consegue traduzir o blues pra uma linguagem mais pop, além de ser minha maior inspiração como guitarrista e compositor e Nando Reis, que tem uma simplicidade maravilhosa no jeito de escrever, além de uma sonoridade inconfundível. Mas além deles tenho um pézinho ali no Metallica e em outras bandas desse estilo.
 
PLUGUE BIS!  Quais os planos daqui pra frente?
 
Atualmente eu to bem focado nos lançamentos que tenho programados para o ano, serão mais 3 ou 4. Quero continuar me conectando com as pessoas através das músicas num primeiro momento, mas tô doido pro próximo passo de montar um show e sair com ele encontrando a galera por aí.
 
PLUGUE BIS! Quando será possível assistir um show do sua carreira solo?
 
Dá pra ser amanhã já? Haha
Quero muito tentar planejar algo pro fim do segundo semestre, mas a maior probabilidade é que seja no primeiro semestre do ano que vem. Quem sabe role alguns pockets até lá.
 
PLUGUE BIS! Como foi o processo de compor nesse trabalho recente?
 
Compor esse trabalho tem sido uma jornada constante de autoconhecimento e coragem pra escancarar alguns sentimentos que tavam guardados, como pílulas de sessão de terapia mesmo, e nisso o período de lockdown da pandemia ajudou bastante. Esse momento de desaceleração do mundo foi crucial pra refletir sobre muitas coisas e valorizar outras também.
Eu gosto de escrever sobre coisas reais que vivi de alguma forma, ainda que o resultado final seja só um fragmento da maneira como me senti em determinado momento, mas que foi uma faísca que acendeu outras reflexões.
E pra mim, o mais legal desse projeto é que ele é vivo no sentido de composição. Como não separei um período só pra escrever e outro pra gravar, tenho feito de forma constante, então não sei dizer qual é a próxima música que eu vou gravar, pode ser que ela ainda não tenha sido escrita ainda e essa sensação de estar sempre em movimento me faz estar atento a todos os mini momentos que me inspiram no dia a dia e podem virar uma canção.
 
PLUGUE BIS! Você acha muito diferente o processo musical solo, desde a composção das músicas até a parte de gravação no estúdio, muito diferente do processo com banda?
 
Sim, muito! 
Eu vim de uma banda com 7 integrantes de opiniões fortes, então todo processo de composição e gravação, apesar de partir de uma ideia inicial, era bem complexo. No processo de composição solo tudo gira em torno dos meus sentimentos, meu jeito de tocar e cantar, minhas influências e já de cara é uma mudança e tanto. Ver aquela música que você escreveu no violão, no silêncio do seu quarto ganhando vida e se conectando com as pessoas é uma sensação de realização indescritível.
Outra coisa que senti diferença foi em relação à parte conceitual. Na banda tudo é feito a todas as mãos, cada um tem seu instrumento e tudo mais, e no projeto solo eu pude escolher tudo: qual tipo de timbre, qual formação de banda, quais instrumentos usar, quem iria gravar. É como pensar do zero mesmo e tem sido um processo muito legal, que aliás não teria acontecido dessa forma se não fosse pelo olhar e a parceria do produtor Caio Andreatta. Eu acredito muito que quando a gente se junta a gente chega mais longe e trazer as pessoas certas é uma parte muito importante nesse processo, que na banda já vem dado pela própria formação dela mesma.
Depois de tanto tempo em uma banda, tenho gostado bastante da liberdade que o processo solo traz.
COMENTÁRIOS